quarta-feira, 20 de abril de 2016

Tarde de asas soltas


Houve um silêncio feliz naquela tarde de asas soltas, de mãos juntas, unidas, 
formando uma concha morna onde se sentia o pulsar da circulação 
nas veias dos pulsos unidos, desafiando 
a força, o equilíbrio, sem lugar para palavras ou pensamentos.
Ali, não havia história, existia apenas a história sem história de duas 
pessoas de bem que viviam para dentro uma cumplicidade
 perfeita porque sincera, sem dramas, sem espaço para escutar pensamentos. 
Cabeça vazia. Coração calmo. 
Apenas o saborear doce daquele momento de uma tarde de Sol brilhante 
que sempre fascina, envolve e protege. 
Não, ali, naquele silêncio feliz de uma tarde estival, nada mais teria feito sentido 
do que um esboçar de um sorriso sedutor, gerador de emoções.

Autora: Maria Elvira Bento
Fonte: Blog Bruma de Sintra



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