domingo, 28 de dezembro de 2014

Atrevo-me a ser como sou!...


"Antigamente me preocupava quando os outros falavam mal de mim. Então fazia o que os outros queriam, e a minha consciência me censurava. Entretanto, apesar do meu esforço para ser bem educado, alguém sempre me difamava. Como agradeço a essas pessoas, que me ensinaram que a vida é apenas um cenário!
Desse momento em diante, atrevo-me a ser como sou.
A árvore anciã me ensinou que somos todos iguais.
Sou guerreira: a minha espada é o amor, o meu escudo é o humor, o meu espaço é a coerência, o meu texto é a liberdade.

Perdoem-me, se a minha felicidade é insuportável, mas não escolhi o bom senso comum. Prefiro a imaginação dos índios que tem embutida a inocência.
É possível que tenhamos que ser apenas humanos. Sem Amor nada tem sentido, sem Amor estamos perdidos, sem Amor corremos de novo o risco de estarmos caminhando de costas para a luz. Por esta razão é muito importante que apenas o Amor inspire as nossas ações.
Anseio que descubras a mensagem por detrás das palavras; não sou um sábio, sou apenas um ser apaixonado pela vida.
A melhor forma de despertar é deixando de questionar se nossas ações incomodam aqueles que dormem ao nosso lado.
A chegada não importa, o caminho e a meta são a mesma coisa.
Não precisamos correr para algum lugar, apenas dar cada passo com plena consciência.
Quando somos maiores que aquilo que fazemos, nada pode nos desequilibrar.
Porém, quando permitimos que as coisas sejam maiores do que nós, o nosso desequilíbrio está garantido.
É possível que sejamos apenas água fluindo: o caminho terá que ser feito por nós. Porém, não permitas que o leito escravize o rio, ou então, em vez de um caminho, terás um cárcere.
Amo a minha loucura que me vacina contra a estupidez.
Amo o amor que me imuniza contra a infelicidade que prolifera, infectando almas e atrofiando corações.
As pessoas estão tão acostumadas com a infelicidade, que a sensação de felicidade lhes parece estranha. As pessoas estão tão reprimidas, que a ternura espontânea as incomoda, e o amor lhes inspira desconfiança.

A vida é um cântico à beleza, uma chamada à tranparência.

Peço-lhes perdão, mas...DECLARO-ME VIVA!!!"

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Verdades, sentimentos e Ideias...



Não interrogo muito a verdade que cada escritor ou pensador expressa como tal. 
Nenhuma dessas "verdades" nos podem ou devem alimentar ou socorrer.  
O que importará  é que cada  homem construa  a  sua verdade, como imperativo do seu ser,
 como "instrumento" da sua unidade espiritual.


Sentimentos não se constituem, nem pela memória. 
Uma vez vividos são passados.
E só o sentir é em nós absoluto.
 O sentimento não se pode discutir, porque nada adianta 
para a nossa realidade existencial.

 Podem condenar-se eticamente certos sentimentos, ou expressões do nosso sentimento.  
Mas, o sentimento em si  é  uma  realidade inapagável e indiscutível.

Já não são assim as idéias, 
porque todas se podem discutir, pois nunca se é detentor da verdade, absoluta e irrefragável.  
Lógica e dialeticamente podem defender-se os mais evidentes absurdos.

Os sentimentos têm a sua lógica  interior, de associação e desenvolvimento, mas a nossa lógica mental é inoperante
 perante esse fluir inconsciente e espontâneo da nossa vida afetiva.

[A. de Gusmão]


domingo, 21 de dezembro de 2014

Não faça perguntas...


A vida é um caso de amor, é poesia, é música. Não faça perguntas feias como: qual é o propósito?

Porque no momento em que você pergunta isso, você se desconecta da vida.

A vida não pode ser interligada por questões filosóficas. A filosofia precisa ser deixada de lado.
Osho, em "Não-Pensamento do Dia",
no site www.osho.com



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A Idade de Ser Feliz



Existe somente uma idade para a gente ser feliz, 
somente uma época na vida de cada pessoa 
em que é possível sonhar e fazer planos 
e ter energia bastante para realizá-las 
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. 

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente 
e desfrutar tudo com toda intensidade 
sem medo, nem culpa de sentir prazer. 

Fase dourada em que a gente pode criar 
e recriar a vida, 
a nossa própria imagem e semelhança 
e vestir-se com todas as cores 
e experimentar todos os sabores 
e entregar-se a todos os amores 
sem preconceito nem pudor. 

Tempo de entusiasmo e coragem 
em que todo o desafio é mais um convite à luta 
que a gente enfrenta com toda disposição 
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, 
e quantas vezes for preciso. 

Essa idade tão fugaz na vida da gente 
chama-se PRESENTE 
e tem a duração do instante que passa.


domingo, 12 de outubro de 2014

Somos assim


"Somos assim: sonhamos o voo mas tememos a altura. Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram."

(Rubem Alves)

sábado, 11 de outubro de 2014

Nada é exatamente como percebemos.


Nada é exatamente como percebemos. Cada um de nós enxerga a partir de lentes embaçadas, mentes condicionadas por tantas impressões, tantos vetores que não nos damos conta.
Você só conhece uma versão. Olha por uma única fresta e pensa que viu tudo. Sente-se seguro por acreditar que sabe. Pensar que sabe lhe deixa seguro.
A ciência pensa que sabe, a filosofia imagina ter chegado à algum lugar, a teologia orgulha-se sem saber que não sabe.
A maioria de nós se apegou às próprias certezas e a partir delas construiu castelos imaginários que o tempo, as perdas, as dores, os imprevistos da vida podem facilmente destruir. Tememos a desilusão. Enxergar desilude.
E então vivemos como quem se esforça para acreditar que tudo será como parece , que os castelos serão inabaláveis, que as coisas farão sentido conforme a lente embaçada e a vida será sempre mar tranquilo, como se todas as possibilidades, todas as variáveis, todos os caminhos coubessem na caixinha de fósforo que vivo, no grãozinho de arroz que sou.
Mas essa é só uma parte da história. É a parte inquietante, pelo menos sob a perspectiva da mente que se esforça para assumir o controle, que projeta sobre o ego a incumbência de assumir-se como ente, como ser que não é.
Até que não reste alternativa a não ser enxergar a própria ignorância. Desconstruir-se é assumir-se como é, reconhecer as incompletudes, sem disfarces, sem camuflagem, sem medo.
Nada é exatamente como percebemos.
A vida inteira se movimenta para nos mostrar que toda perspectiva absoluta é reducionista e nos livrar da tendência tão arraigada de nos identificarmos com a imagem do espelho, a superfície dos acontecimentos, a sensação de controle.
É preciso coragem para soltar as muletas e caminhar sem escorar-se em nada. Calar a mente, pacificar-se exatamente por saber que a inquietude é improdutiva, as construções mentais ilusórias, o sentimento de posse passageiro, a sensação de poder enganosa.
Você só vê pela fechadura, não sabe quase nada, portanto, que o sentimento diante da vida seja de reverência.
Que haja silêncio e pacificação suficientes para entender os sinais sem ficar se debatendo, conectar os movimentos sem reclamação, perceber que em cada acontecimento, por menor que seja, existem bilhões de possibilidades, todas com potencial para aprofundar sua consciência, mas você só percebe uma, talvez duas, quem sabe três, nada além.
Aquiete-se.
Você está vivo, experimentando agora a condição de ser-humano e isso já é mais do que pode entender.
Se não sabemos quase nada, sejamos humildes e simples de coração, abertos o suficiente, atentos ao universo que nos cerca, que nos habita, que se projeta no caminho e, sobretudo, gratos pelo espantoso e inexplicável fato de existimos.
Por que você se inquieta por tão pouco? Ainda que a vida seja um completo mistério, estar aqui já é um enorme privilégio. Para mim, isso já é mais do que posso conceber.

Flavio Siqueira

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Aprendendo a viver.

A vida muitas vezes é curta, mas mesmo assim seu caminho é longo. Nela aprendemos a sorrir, chorar, amar, sofrer e a renascer a cada amanhecer.
Quando sorrimos, levamos a alguém bem próximo, ou até distante, a certeza de que, por pior que seja o momento, o futuro nos espera para mostrar-nos novos horizontes e para que possamos voltar a lutar pelos ideais que sempre nos motivaram a viver.
Quando choramos, mostramos que somos frágeis e sensíveis e que precisamos mais do que nunca de consolo e palavras de carinho. Nada melhor que um ombro amigo, para desabafarmos e nos dizer palavras otimistas, que nos trazem de volta à realidade.
Quando amamos, nos sentimos felizes por ter encontrado a pessoa que julgamos ser a nossa metade, onde os sentimentos e os desejos se completam de tal forma que nos transformamos em uma só pessoa, e que tudo fazemos para transmitir paz, carinho, compreensão, amor e o bem estar mútuo, que é imprescindível.
Quando sofremos, é que esquecemos que neste longo caminho da vida nem tudo é como gostaríamos que fosse, que existem algumas barreiras para se transpor e que precisamos de força e coragem para enfrentar o que para nós, o destino reservou.
Ahh!! O Renascer... este sim todos nós precisamos tê-lo como "Manual de Vida".
Deixe a vida fluir normalmente: sorria, chore, ame, e sofra, mas nunca se esqueça de que a cada estágio destes, crescemos interiormente e passamos a valorizar muito mais cada minuto que vivemos, e a cada amanhecer, renasceremos, pois já teremos aprendido que o mais importante, a partir de agora, é o "Momento Presente"

(Desconheço o Autor)

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Por ti, vesti-me de sol...


Hoje, num ritual invulgar, vou-me vestir de Sol! Vou vestir-me silenciosa e lentamente saboreando o prazer difuso de uma ambição desmedida que cresce e nasce dos confins de muitos Aléns que a memória guarda para lá dos séculos, do tempo que dominamos, e guardamos, na ânsia de o agarrar no movimento de estar e de sentir. Vou pegar na minha ambição de Amor por esta universalidade que me compõe e vou subir aos espaços que não domino mas onde habito numa c…onvivência paralela ou dimensionada noutras nuvens que me abrilhantam e iluminam. Quero resplandecer. Há muito que guardo o Sol na palma da minha mão em sonhos que aconchegam e salvam.
Vou vestir-me de Sol pois é lá que me movo quando ultrapasso as fronteiras que desbravo numa conflitualidade assumida e não cumprida nos limites da razoabilidade humana. Sou audaz, indisciplinada. Sou mais do que deveria ser mas sou Eu na forma pura de existência que oscila entre as dúvidas e as certezas. Vou vestir-me de Sol, milímetro por milímetro. Vou ficar com asas, ficar estrela, guerreira, deusa, rainha de luz, com cintilações poderosamente ofuscantes que, poeticamente, vão polir as árvores que olhar e os rios que fixar serão veios de ouro corrente reluzindo a céu aberto. E quando começar a escutar o sopro da melodia do vento e sentir que ele me quer envolver na brisa perfumada e refrescante como murmúrio de mar ciumento aí, vestida de magia e de Sol, sorrirei, sedutoramente, e contar-lhe-ei um segredo que ele nunca saberá guardar. O segredo fala de ti. É para ti. Por ti, vesti-me de Sol…
Sorriste e nesse instante roubaste o fascínio do meu silêncio. O teu sorriso tem brilho de Alma. Tem beleza, encanta, amacia desassossegos, desencantos, arruma-nos, enquadra-nos na vida, posiciona-nos nos desafios, ilumina esperanças esbatidas quando cedemos ao desalento. Por ti sou capaz de percorrer o Universo, para encontrar o teu sorriso. Ele fala por ti. Fala de ti. Tem fascínio. Por isso quando sorriste, abri os braços deslizei rumo ao Sol e sorri-te num poema inconfessado. 
(Maria Elvira Bento)

Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre.

(Cecília Meireles)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A cor do silêncio...


Sempre que olhar para alguma coisa azul, para o azul do céu, para o azul do rio, sente-se silenciosamente e olhe dentro desse azul; você sentirá uma profunda sintonia com ele.

Um grande silêncio descerá sobre você sempre que meditar sobre a cor azul.

O azul é uma das cores mais espirituais porque é a cor do silêncio, da quietude. É a cor da tranquilidade, do repouso, do relaxamento.

Assim, sempre que você estiver realmente relaxado, de repente sentirá interiormente uma luminosidade azulada. E se puder sentir uma luminosidade azulada, sentir-se-á inteiramente relaxado. Isso funciona dos dois jeitos.

Osho, em "O Livro Orange"

Imagem por mrhayata

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A VIDA É UM TURBILHÃO DE EMOÇÕES

Senta-te na beira do tempo, agarra as horas e vive os dias com sofreguidão como se fosses renascer em cada minuto. 
Olha a vida de frente, abraça-a, agarra-a a ti e sorri, és a princesa do espaço do teu encantamento. 
Toca-lhe na Alma, invoca, insinua. 
A vida é um desafio que provoca, incendeia, desatina, cria asas que permitem voar para lá dos limites da solidão, dos abandonos, dos desertos, dos murmúrios das areias ora escaldantes ora gélidas. 
A vida é de voos, de ventos, de amanheceres luminosos, de entardeceres de fúria, de nocturnos, de risos que enredam e fazem rodopiar num turbilhão de emoções. 
Mas tu, suave princesa do teu espaço de encantamento, angélica, sedutora, divina, esplendorosa, sentada na beira do tempo, vives cada dia como se nascesses em cada minuto.
 Autora: Maria Elvira Bento
Fonte: Blog Brumas de Sintra.

sábado, 21 de junho de 2014

A elegância do comportamento...


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. Há quem a confunda com o bem trajar, o ser chic e ter nascido em família brasonada ou rica. Não, a elegância da qual se trata aqui independe de status social, de conta bancária e de estudos avançados.
É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que nunca vaiam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, a pessoas que fazem os serviços domésticos, a caixas do supermercado, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros, que evitam armar “barracos” ou cenas grosseiras em público. O assédio de qualquer espécie nunca será uma atitude elegante, da mesma forma que proferir palavrões e fazer alusões a intimidades de ordem sexual não faz parte dos hábitos de uma pessoa elegante.
É possível detectá-la em pessoas pontuais (uma raridade). Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece (elegante e inteligente), é quem presenteia fora das datas festivas, porque sente prazer em dar até mais do que em receber, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está ( este é pecado é mais comum do que se imagina). Oferecer flores é sempre elegante, pena que a maioria não cultive este gesto delicadíssimo, sempre tão prazeroso para quem as recebe.
É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros (o contrário disto nem chega a merecer o rótulo de deselegância, é bem pior, é cruel e produz um efeito devastador. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro (não apenas é elegante, é sintoma de uma personalidade firme e consciente. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição... Aliás, é elegantérrimo! É atitude de quem se respeita e tem auto estima elevada). Não há livro que ensine alguém a ser elegante. Não, não há mesmo, em parte é da natureza do indivíduo, burilada pelo exemplo recebido na educação familiar, na conduta dos pais e no interesse de não se incluir no amplo contingente de pessoas vulgares, sem traquejo social, sem noção do respeito e da consideração que deve ter sempre com o outro, seja ele de qualquer nível social.
Eu mesma, nem sempre consigo ser tão elegante o quanto gostaria. Como a maioria, incorro em deselegâncias, levada pelo impulso do meu temperamento apaixonado, veemente nem sempre tolerante. Portanto, não estou me colocando como a elegante por excelência nem como exemplo para ninguém. Ainda tenho que percorrer muita estrada até conseguir ser uma pessoa melhor e isenta desta e de outras falhas humanas. Vigio-me, portanto! Procuro corrigir meus erros! Não abro mão do meu empenho em tornar-me um ser humano "elegante". Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura! Não é mesmo?!
E você, considera-se uma pessoa elegante? Como elabora sua auto avaliação? Que nota atribui a você mesma?



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Além da linguagem...



Tudo o que é grandioso está além da linguagem.

Quando existe muito a dizer, é sempre difícil dizê-lo. Somente pequenas coisas podem ser ditas, somente trivialidades podem ser ditas, somente o mundano pode ser dito.

Sempre que você sente algo transbordante, é impossível dizê-lo, porque as palavras são muito estreitas para conter algo essencial.

Palavras são utilitárias, boas para o dia-a-dia, para as atividades mundanas. Elas começam a ficar limitadas quando você se move além da vida comum. No amor não são úteis, na prece se tornam completamente inadequadas.

Tudo o que é grandioso está além da linguagem, e, quando você descobre que nada pode ser expresso, então você chegou, então a vida está repleta de grande beleza, de grande amor, de grande deleite, de grande celebração.

Osho, em "Osho Todos os Dias – 365 Meditações Diárias"

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Evite a filosofia e dê um grande mergulho na poesia.


Lembre-se sempre que, se o mistério de sua vida continuar a se aprofundar, então você estará na trilha certa.
Se começa sentindo que não há nenhum mistério na vida e você se torna instruído, está no caminho errado.
Evite a filosofia e dê um grande mergulho na poesia. Seja tanto quanto possível um poeta - porque o místico é o crescimento do poeta.
O poeta está a caminho de ser um místico, e só um poeta pode ser um místico. 
Osho, em "A Revolução: Conversas Sobre Kabir"

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Se se morre de amor...


Certo domingo, eu estava em visita na casa de uma amiga, quando a filha desta, em meio às tagarelices com outras jovens, contava o final de um romance do autor português, Camilo Castelo Branco, que acabara de ler, no qual o protagonista, impedido de casar-se com a sua amada, adoece de tristeza, definha e morre de amor. As outras começaram a questionar a verossimilhança da história, atribuindo o final trágico aos exageros da mentalidade romântica e sentimentalista do século XIX. A mais descrente delas resolveu perguntar para o irmão, que passava pelo grupo, se podia alguém morrer de amor. Não pude perceber a resposta do jovem dada em meio a rumores de risadas e de falas alvoroçadas do grupo.
Esta pergunta, no entanto, trouxe-me à memória o poema de Gonçalves Dias, poeta do Romantismo brasileiro, que tem como título esta mesma indagação: “Se se morre de amor” . Falei para as jovens sobre isto, relatando a história romântica que envolve a composição do poema, prometendo-lhes que postaria aqui no blog alguma coisa sobre o assunto. Ora bem, eu pensava que a moçada não dava bolas para poesias de amor, que achavam bregas as aventuras e desventuras românticas. Enganei-me. Entre muitas adolescentes, ainda sobrevivem almas românticas e sonhadoras que acreditam no amor, da mesma forma como perdura a eterna busca do “outro” e da completude inerente à reciprocidade amorosa. 
Na poesia "Se se morre de amor", um dos mais belos poemas de Gonçalves Dias, este estabelece a diferença entre o amor falso e o amor verdadeiro. Para ele, o amor falso é aquele nascido em festas, encontros fugazes, e desse amor não se morre. O amor verdadeiro é mais puro, os apaixonados experimentam efeitos parecidos com aos da contemplação religiosa: "Sentir sem que se veja a quem se adora. Segui-la sem poder fitar seus olhos”. E é desse amor que se morre. 
Ler a poesia sem conhecer o drama amoroso do poeta que lhe deu origem, equivale a perder muito da aura romântica e humaníssima que a envolve. Portanto, vamos antes conhecer um pouco da triste e sofrida história do amor irrealizado de Gonçalves Dias e Ana Amélia.
"Gonçalves Dias viu Ana Amélia pela primeira vez em 1846 no Maranhão. Era ela quase uma menina, e o poeta, fascinado pela sua beleza e graça juvenil, escreveu para ela as poesias "Seus olhos" e "Leviana". Depois, indo para o Rio, é possível que essa primeira impressão tenha desaparecido do seu espírito. Mais tarde, porém, em 1851, voltando a São Luís, viu-a de novo, e já então a menina e moça se fizera mulher, no pleno esplendor da sua beleza desabrochada. O encantamento de outrora se transformou em paixão ardente, e, correspondido com a mesma intensidade de sentimento, o poeta, vencendo a timidez, pediu-a em casamento à família.
" A família da linda Don`Ana -- como a chamavam -- tinha o poeta em grande estima e admiração. Mais forte, porém, do que todo este apreço era, naquele tempo no Maranhão, o preconceito de raça e de origem. E foi em nome desse preconceito que a família recusou o seu consentimento. O poeta era homem de cor, filho bastardo de pai português e de mãe mestiça das raças indígena e negra.
" Por seu lado o poeta, colocado diante das duas alternativas: renunciar ao amor de Ana Amélia ou à amizade dos seus preconceituosos pais. Preferiu sacrificar aquele a esta, levado por um excessivo escrúpulo de honradez e lealdade, que sempre revelou nos mínimos atos de sua vida. Tomado de tristeza, o poeta partiu para Portugal. A sua renúncia foi tanto mais dolorosa e difícil por que Ana Amélia, que estava resolvida a abandonar a casa paterna para fugir com ele, o exprobrou, dura e amargamente, em uma carta por não ter tido a coragem de passar por cima de tudo e de romper com todos para desposá-la!

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domingo, 15 de junho de 2014

Um eufemismo idiota e ridículo...


Nada me irrita mais do que ouvir pessoas afirmarem que a velhota de 65 anos de idade está na “Melhor Idade”. Já exteriorizei a minha abominação por este costume hipócrita de tentar mascarar com eufemismos idiotas a realidade dos idosos. Se a melhor idade é a que traz o Mal de Alzheimer, o Mal de Parkinson, a Arteriosclerose, a Artrose, o AVC, a limitação, depressão, as perdas dos entes queridos, a casa esvaziada e a família sumindo nas veredas da morte, então a velhice é mesmo uma delícia, uma felicidade absoluta. 
Considero um deboche a expressão “A Melhor Idade” em referência aos velhos e velhas, quando, na verdade, a melhor idade se resume aos nove meses que passamos no ventre das nossas mães. Em alguns casos esta experiência paradisíaca se prolonga até a idade da razão. Isto, quando se nasce de pais amorosos e presentes, que pode alimentar, acarinhar e educar a criança para ser um adulto digno, um ser do Bem. Para os muito pobres, a boa vida acaba ao ver a luz e começar a conviver com a miséria de todos os tipos que os rodeiam. 
Por melhor que seja a vida familiar e afetiva depois dos 65 anos nem tudo são flores. Pode-se até ter uma vida cheia de conforto, uma boa conta bancária... Mas já não se tem as velhas amigas e amigos, os parentes mais velhos, aquelas pessoas que cultivavam valores semelhantes aos nossos, gerando tanta identificação e deleitosos momentos de convivência. O que se tem são pessoas de gerações mais novas que, quanto mais recentes, mais distantes estão do universo mental, dos gostos, dos princípios e valores cultivados pelos idosos. Em algumas festas tradicionais (o Natal é uma delas) o idoso se sente como se estivesse em um espaço no qual todos falassem grego, chinês e ele, coitado, não consegue se comunicar. Sente-se um estrangeiro entre os novos e novíssimos membros da própria família e os amigos desta. Ninguém lembra o real motivo da festa natalina, da reunião familiar, Cristo é solenemente um esquecido, enquanto o pançudo Papai Noel, o usurpador do real dono da festa, é esperado pela criançada, é louvado como o doador de presentes e bugigangas, o eleito pelo comércio como motivador do consumo desvairado. Para Jesus, nem pipocas!
Neste Natal de 2014, com o ninho já vazio há muitos anos, decidi passar a noite santa comigo mesma, comendo pipocas (adoro pipocas) diante da televisão, assistindo um belo programa na TV Bandeirantes, sobre o Natal em uma cidade holandesa. A orquestra encheu meu espaço de som, alegria, serenidade e esplêndidas músicas. Foi uma bela noite de Natal. Depois da meia noite dei os parabéns a JESUS e à minha cidade NATAL, os aniversariantes do dia 25 de dezembro. Quanto a Papai Noel... Quem é mesmo Papai Noel? Ah! Sim! Lembrei! Ele é um senhorzinho na “Melhor Idade”. Hehehehehehehe.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Eu não existo sem mim


"Vinha passando pela vida sem me dar conta do quanto ela era importante pra mim. Eu me lembro que eu não sentia absolutamente nada, apenas deixava o tempo deslizar pelos meus dias... De repente, como por encanto eu descobri que eu existia, à partir daí tudo mudou. 

Descobrir que eu não existo sem mim me fez pensar pra dentro, me enxergar como eu realmente sou e não como eu imaginava que eu fosse...

Às vezes passamos um tempo vivendo a vida que os outros traçaram para nós, assim sendo, não existimos. 

E apesar de nunca ter me perdido, passei tempo demais para saber onde eu estava, por isso agora eu me procuro todos os dias... Quero estar sempre presente em mim!

Eu amo tanto a minha vida que, acho que se um dia eu tiver que parar de viver eu vou morrer!"

Autora: Marineide Dan

terça-feira, 10 de junho de 2014

É no "agora" que a vida acontece e vale a pena !


Só há vida no presente. Acompanhe comigo este raciocínio: o passado passou. Não existe mais e nada e ninguém o fará existir. Só a nossa imaginação é capaz de viver neste tempo morto. Através dela experimentamos sentimentos que se foram, mas deixaram marcas nas nossas emoções e no nosso corpo. E é através dela que podemos limpar estes sentimentos, apagando a memória que eles deixaram.
O futuro ainda não chegou. Portanto, também não existe. Só nossa imaginação pode viver neste tempo que ainda não chegou. Portanto, não há outra alternativa a não ser: 

VIVER NO TEMPO PRESENTE. ESTE É O ÚNICO QUE É VIVO, O ÚNICO QUE TEMOS.
Viver cada segundo com a intensidade de um dia todo, viver como se a vida não fosse continuar no minuto seguinte. E isso exige que estejamos presentes no momento presente. Como? Ouvindo o que acontece ao nosso redor, vendo o que se descortina sob nossos olhos, sentindo o que tudo isso causa no nosso corpo físico, mental e espiritual. Participando de cada segundo com toda a energia, como se estivéssemos nascendo naquele segundo exato com toda a nossa força direcionada para este esforço.
Fique no presente, fale no presente, pense no presente. Porque viver no passado (através das lembranças) ou no futuro (através do nosso imaginário fantasioso) é muito fácil. Mas, nada nos acrescenta.
Eckhart Tolle, em seu livro O Poder do Agora (Editora Sextante) escreve: “Os problemas são obras da mente e precisam do tempo para sobreviverem. Não podem sobreviver na realidade do AGORA. Concentre sua atenção no AGORA e diz-me que problemas você tem neste momento. Eu diria: os problemas são obras da sua imaginação, que consegue fantasiar o futuro e manter o passado vívido. Os problemas precisam do tempo (passado e futuro) para sobreviverem. Concentre toda a sua atenção no presente, no momento, no segundo em que está vivo e agora me responda:- Onde estão os seus problemas?

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domingo, 8 de junho de 2014

Borboletas


"Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco nos decepcionarmos é grande.
 As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como                       não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

(Mário Quintana)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Esquecemos o caminho do coração


O problema com o homem moderno é que esquecemos a linguagem do silêncio, esquecemos o caminho do coração.

Esquecemos completamente que há uma vida que pode ser vivida por meio do coração.

Somos muitos presos à cabeça, e porque estamos demais na cabeça não fazemos qualquer sentido na expressão do amor.

Isso torna-se cada vez mais problemático. 
____________________________________________
Osho, em "The Dhammapada The Way of the Buddha

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Uma reflexão necessária sobre a sexualidade feminina.

Quanta perda de tempo entre a certeza da nossa necessidade de amar e os conflitos gerados por um convencionalismo besta criado pelas sociedades hipócritas e pelas igrejas fincadas num princípio sórdido de que amar é um sujo pecado.
Nascemos filhos de Deus e trazemos em nosso âmago, além do desejo genuíno de sermos felizes, um órgão anatômico produzido para o prazer. Ora, por que, então, não fomos fabricados pelo Divino somente com os órgãos da procriação?
Quando pequeninas, na nossa pureza, no nosso cantinho mais gostoso, descobrimos a delícia das carícias que, involuntariamente ou instintivamente, nos proporcionamos ao tocarmos inocentemente nosso abençoado clitóris e tamanha nossa ingenuidade, levamos até a nossa querida mamãe esta experiência tão sublime pra nós. E é aí, na maioria das vezes, que definitivamente nos separamos da nossa felicidade. "Minha filha, pelo amor de Deus, esqueça isto. Não toque nunca mais aí. Isso é muito feio, isso é muito perigoso, isso é sujo, é pecado, Deus está vendo... sua mão vai cair..."
E somos mesmo capazes de nos vermos sem mãos um dia, tamanha a influência materna e religiosa sobre nós. É uma lástima que ainda na atualidade meninas estejam sujeitas a bloqueios sexuais, às vezes irreversíveis, criados por mães desinformadas e inexperientes, desatenciosas, na verdade, porque viveram o mesmo problema e são infelizes na sua individualidade e na sua vida conjugal e mesmo assim, incapazes de lutarem e buscarem orientação para si e suas filhas, vem passando como herança o peso de uma existência inócua ao prazer e as energias que este sentido nos oferece.
Sendo assim, é sempre muito importante lembrar que sexo é fonte inesgotável de energias. Com a orientação apropriada, a energia sexual é um rico tesouro de alegria, felicidade e paixão. Ela é uma ferramenta para criar e manter o nível ideal de saúde e vitalidade, transmutando uma vida medíocre em uma vida genial, transformando uma vida infeliz e estressada em uma vida plena de sucessos e realizações. Este é seu poder! A melhor maneira de se manter fisicamente e mentalmente saudável é nunca deixar de praticar atividades físicas, mentais e sexuais.
Técnicas comportamentais como o pompoarismo, por exemplo, tem contribuído muito para que mulheres de todas as idades redescubram o prazer, recuperem auto-estima e melhorem sua qualidade de vida. Associado ao pompoarismo, terapias relaxantes como a reflexoterapia podal, a terapia Floral de Bach, que é capaz de levar o indivíduo ao auto-conhecimento, bem como a psicoterapia holística, que é extremamente eficaz na classificação do perfil da pessoa, são instrumentos valiosos que utilizados na medida certa, geram equilíbrio e felicidade.

Texto de Jussara Hadadd, terapeuta holística, especializada em sexualidade


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Inquietação



Foi fácil exterminar
os deuses e semideuses
de todos os meus sonhos,
de toda a minha inquietação.

Mas ao fim de todas as mortes,
nos limites do silencio,
há um fantasma sem nome,
oblíqua presença de nada.

(zcmc)

sábado, 31 de maio de 2014

Não ponha seus sonhos em lugares altos demais



Não ponha seus sonhos em lugares altos demais onde suas mãos não poderão alcançá-los.
Mesmo se a vida parece ilimitada, nós possuímos nossos limites e esperar por algo que está muito além pode nos impedir de olhar à nossa volta.
Buscamos longe flores que poderíamos encontrar em nosso jardim, porque o que está distante sempre parece encoberto por uma neblina que elimina toda imperfeição.
Não nos prepararam para aceitar as coisas ou as pessoas como elas chegam, com muita ou pouca bagagem, com força ou sem muita vontade. Então desenhamos na nossa mente e fotografamos no nosso coração algo que só pode existir atrás da linha da realidade. E nos pomos a esperar...
Nos tornamos assim culpados de uma solidão da qual culpamos a vida ou os demais. Nos negamos a aceitar, pedindo ainda que aceitem a nós, e continuamos esperando pelo que o amanhã vai nos trazer.
Envelhecemos sem sair do lugar, sonhando ainda e além, mas sem provar da vida nesses mínimos detalhes, nem sempre coloridos e perfeitos tais raios de arco-íris, mas reais o bastante para nos fazer sentir vivos.
Não... não ponha seus sonhos além do que os seus braços alcançam. Aprenda que ser feliz é buscar o contentamento do prazer de cada instante.
Aprenda a ser flexível e menos exigente. Ria de bom coração quando tiver que rir e não permita que as mágoas te impeçam de viver o minuto seguinte.
Preciosa é a vida e preciosos são os que amamos. Preciosos ainda são aqueles que nos amam, os que cativamos.
Precioso é o hoje, é o que temos, é o que tocamos. É essa realidade, nem todo o tempo bonita, mas ainda assim a nossa contribuição para a história do mundo.
Tenham uma linda e abençoada noite, tão cheia de estrelas quanto têm sido as minhas.
__________
 Autora: Letícia Thompson

Para viver não existe idade nem tempo

Saia Da Rotina.
"Embora o sol brilhe durante o dia e a lua surja por entre as estrelas, um dia nunca é igual ao outro.
Não permita que sua vida se torne uma rotina,
roubando-lhe a alegria e o prazer de viver.
Procure, de vez em quando, mudar de ares e de ambiente para refazer a energia de sua mente e de seu espírito.
Viva com alegria. Para viver, não existe idade nem o tempo. Renove-se para encontrar o verdadeiro equilíbrio e o prazer de viver."

(Iran Ibrahim Jacob)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A Beleza que me Fascina


Desde meus tempos de criança, tomei o gosto de olhar o céu, a qualquer hora do dia ou da noite, com o mesmo encantamento pelas novidades que nele me surpreendem sempre. As nuvens nunca são iguais, majestosas deslizam com aquela lentidão de quem dispõe de todo o tempo do mundo para passear pelo azul sem fim do firmamento. Na imensa tela azul sempre vislumbro formas fascinantes, cada uma delas remetendo para um esboço incrível que, por sua beleza e perfeição, parece ser obra de um artista. No fim do dia, quando o sol se põe, um esplendor de cores varre os nimbos e cirros com as mais belas nuances. É uma festa para meus olhos. 
Quando a noite chega com seu manto lantejoulado pelas estrelas é outra paisagem, a festa é outra, é festa de gala sem primaveras no ar. Mas, sem sombra de dúvidas é intensamente sedutora e fascinante, especialmente quando nos afastamos das luzes da cidade e podemos ver com mais nitidez os incontávei pontos luminosos das estrelas, os desenhos que elas formam, faiscantes e belas. 
Nos meus tempos de criança, havia, para acrescentar mais mistério e fascinio às noites, o revoar dos vaga-lumes, poéticos bichinhos alados que, piscando suas luzinhas, pareciam querer rivalizar em beleza com as estrelas. 
Ainda hoje olho muito para o céu. Sou mesmo fascinada por sua beleza diúrna ou noturna... Com certeza tão fascinada quanto sou pelo Mar...


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Velhice e Solidão



" A velhice não é outra coisa senão um pacto nosso com a solidão".

Sábias palavras de quem viveu o suficiente para descobrir esta grande verdade. Todavia, esta solidão não significa necessariamente estar-se sozinho, isolado. Não... Podemos estar em meio a muitas pessoas. Só que, quanto mais jovens elas forem, menos identificadas estarão com os valores, com as maneiras de sentir, de pensar e de agir do idoso, da idosa. Portanto, cria-se um distanciamento recíproco que, de modo geral, não possibilita o diálogo, o verdadeiro diálogo propiciador do encontro entre duas consciências, a cumplicidade e o entendimento. 
No meu caso, esta solidão chega a ser enriquecedora, na medida em que posso ler mais, escrever, ter muito tempo para meu lazer, para meu ócio iluminado, para apreciar o belo pôr do sol sob o rio que banha a minha cidade, ver bons filmes na TV e fruir o silêncio do meu apartamento. Como é bom o silêncio! Como é agradável viver sozinha sem ninguém reclamando, discutindo, gritando, brigando ou cobrando minha atenção... É uma paz! Este tipo de solidão é um privilégio.