sexta-feira, 28 de julho de 2017

A vida é poesia





A vida é um caso de amor, é poesia, é música. Não faça perguntas feias como: qual é o propósito? Porque no momento em que você pergunta isso, você se desconecta da vida. A vida não pode ser interligada por questões filosóficas. A filosofia precisa ser deixada de lado.

Crença na poesia

O amor é a única poesia que existe. Todas as outras poesias são apenas um reflexo dele. A poesia pode estar no som, pode estar na pedra, pode estar na arquitetura, mas basicamente esses são todos reflexos do amor, captados em diferentes veículos.
Mas a alma da poesia é o amor, e aqueles que vivem o amor são os poetas reais. Eles podem nunca escrever poemas, podem nunca compor uma música, podem nunca fazer algo que normalmente as pessoas consideram como arte, mas aqueles que vivem o amor, que amam completa e totalmente, esses são os poetas reais.
A religião é verdadeira se ela criar o poeta em você. Se ela matar o poeta e criar o pretenso santo, ela não é religião: é patologia, um tipo de neurose vestida com termos religiosos.
A verdadeira religião sempre libera a poesia, o amor, a arte, a criatividade em você, ela o deixa mais sensível. Você pulsa mais, seu coração tem uma nova batida, sua vida não é mais um fenômeno monótono e trivial. Ela é uma constante surpresa, cada momento abre novos mistérios.
A vida é um tesouro inesgotável, mas somente o coração do poeta pode conhecê-la. Não acredito em filosofia, não acredito em teologia, mas acredito na poesia.

Osho, em "Osho Todos os Dias - 365 Meditações Diárias"

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Quero saber envelhecer!



Deixem-me envelhecer sem compromissos 
e cobranças,
Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita 
para alguém,
Quero ao meu lado quem me entenda e me ame 
como eu sou,
Um amor para dividirmos tropeços desta nossa 
última jornada,
Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria 
e esperança,
Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda 
me restam,
Eu não quero perder meu tempo precioso 
com aventuras,
Paixões perniciosas que nada acrescentam 
e nada valem.
Deixem-me envelhecer com sanidade 
e discernimento,
Com a certeza que cumpri meus deveres 
e minha missão,
Quero aproveitar essa paz merecida para 
descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,
Quero envelhecer sem temer as rugas e 
meus cabelos brancos,
Sem frustrações, terminar a etapa final 
desta minha existência,
Não quero me deixar levar por aparências 
e vaidades bobas,
Nem me envolver com relações que vão 
me fazer infeliz.
Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice 
com suas mazelas,
Ter a certeza que minha luta não foi em vão: 
teve um sentido,
Quero envelhecer sem temer a morte 
e ter medo da despedida,
Acreditar que a velhice é o retorno de 
uma viagem, não é o fim,
Não quero ser um exemplo, quero dar um 
sentido ao meu viver,
Ter serenidade, um sono tranquilo e andar 
de cabeça erguida,
Fazer somente o que eu gosto, com a sensação
 de liberdade,
Quero saber envelhecer, ser uma velha 
consciente e feliz!!!

Silvana Freygang



sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O amor na terceira idade


Diz-se que o amor não tem idade, que não há outra razão para amar senão amar. No entanto, somos muitas vezes prisioneiros da idéia de que há idade certa para tudo. Se o tempo tem as suas regras e determina se somos crianças, adolescentes ou idosos, não é tão certo ao traçar o momento para amar.
O mundo desenha-se sob as mais diversas formas de amar e nós mortais, insistimos em negá-las como se tivéssemos medo de um fim anunciado. Gosto de pensar no amor na terceira idade como um renascer, um despertar de sentimentos, sensações, prazeres.
Ele com os seus 82 anos de idade e ela, bem mais nova é de realçar, com 73. A “diferença de idades” nunca foi um problema, embora tivesse sido o tema do primeiro encontro. Ultrapassadas as diferenças, namoraram secretamente durante 2 meses. As “escapadelas” aconteciam no Centro de Dia, pela altura do chá da tarde.
Perdiam-se no tempo e nas memórias que partilhavam um com o outro. Ambos viúvos, falavam dos “velhos” amores, dos filhos e netos que passaram a ser o centro das suas vidas. Ela dizia que “num determinado momento da vida deixamos de pensar em nós, como se já tivessemos vivido tudo a que tínhamos direito e sentimo-nos na obrigação de dar lugar aos mais novos”.
Dar lugar à vida, aos seus prazeres, ao amor. Nada podia ser menos verdadeiro! A idade levar-nos-á a atingir um grau de auto-controlo, de segurança, de discernimento e de tranquilidade que nos permitirá amar sem reservas. Porque nos parecerá estranho que dois idosos, presos à solidão dos seus momentos, não possam voltar a amar?
A interpretação deste amor é feita à luz de uma vida inteira de ilusões e desilusões, de momentos de incerteza e outros tantos de certeza, de horas de desânimo e segundos de convicção. Amar então pode revelar-se, nesta fase da vida, um equilíbrio necessário para o bem-estar emocional que espelha uma tão desejada qualidade de vida.
Eles... enfrentaram o preconceito dos filhos que ridicularizaram um “amor adolescente fora de tempo” e provaram que o amor é um pacto de cumplicidade a dois, podendo ser celebrado até por um simples tocar de mãos. Eles...vêem crescer os netos e reconhecem as cem marcas de amor que viveram no passado.
Eles... deixaram de se sentir sós e construíram um dia diferente daquele em que se espera, sem saber o quê nem por quanto tempo.
Eles...são imagem do amor na terceira idade ou numa idade qualquer!

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Autora: Dr.ª Vera Moutinho
 Fonte: http://www.dodouro.com/notícia

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Caminhando da sombra para a luz...

Aprender a viver feliz: é esse certamente o estudo mais importante, aquele a que devemos consagrar o melhor dos nossos esforços. O pensamento cria – seja essa a nossa primeira lição a aprender e a praticar – tanto o bem quanto o mal. É o que procuraremos demonstrar no decurso das nossas postagens. Nossa vida será o que forem nossos pensamentos. E progrediremos no caminho da felicidade na medida em que nosso pensamento for criador de maior bem.
E para tanto, contamos com o auxílio do nosso Guia interior, do Espírito que nos habita, e a que muitos dão o nome de intuição, mas que é o mesmo de quem São Paulo diz: “Vós sois os templos vivos do Espírito Santo. Será ele o único que poderá secretamente guiar nossa caminhada da sombra para a luz”.
Então, o que é progredir no caminho da felicidade? É diminuir o lapso de tempo necessário para substituir o pensamento e a palavra negativos, criadores de mal e de dor, pelo pensamento e a palavra positivos, criadores de alegria e de bem.
E teremos atingido nossa felicidade quando o pensamento positivo se apresentar espontaneamente ao nosso espírito. A prática é importante. Não deverá nem se inquietar, nem desanimar, quando não conseguir imediatamente o que deseja. Um pensamento negativo, logo repelido, não pode prejudicar a ninguém. Importa apenas aquele pensamento positivo que você conservar.

EXERCÍCIO: quando algum pensamento negativo de desânimo, de angústia, um “Não tenho sorte”, ou “nunca conseguirei sair desta...”, etc., lhe atravessar a mente, apague-o. Poderá mesmo fazer mentalmente o gesto de apagar uma frase do quadro-negro, ou de deletá-la do seu arquivo mental. E, em pensamento, escreva bem claramente o pensamento positivo. E conserve-o. Persuada-se de uma vez por todas de que, se você perseverar, dia virá em que o pensamento positivo se apresentará sozinho: a felicidade para você se terá tornado, então, um hábito.
(Fonte: Marcelle Auclair. La pratique du bonheur. Seuil. sd)